BANCADA EVANGÉLICA BARRA A CONCESSÃO DE TÍTULO DE UTILIDADE PÚBLICA A CENTRO ESPÍRITA

Projeto é retirado de pauta após críticas da bancada; instituição estuda processar vereadora

noticia_291973_img1_4f1Carla Pimentel (PSC): uso do termo “macumba” foi para “popularizar” o tema (foto: Divulgação)

O Centro Espírita Tribo do Caboclo Pena Branca, de Santa Felicidade, em Curitiba, estuda entrar com uma ação contra a vereadora Carla Pimentel (PSC) por difamação e preconceito. O presidente da entidade, Sérgio Luiz Pereira, considerou ofensivas as declarações da vereadora contra a aprovação de um projeto que concede título de utilidade pública à instituição. A votação do projeto de autoria do vereador Aldemir Manfron (PP) na Câmara Municipal foi adiada ontem por três sessões depois da manifestação contrária da vereadora. A proposta seria votada em segundo turno, mas bancada Evangélica protestou e os vereadores voltaram atrás. Na terça-feira, quando a matéria foi aprovada em primeiro turno, a parlamentar divulgou nota através de sua assessoria dizendo que ela havia votou sozinha contra a concessão do benefício a um “centro de Macumba”.

O termo foi utilizado de maneira pejorativa, segundo o presidente do centro espírita, e ofendeu a comunidade praticante da Umbanda. “A gente não trabalha com macumba, e a gente faz as coisas para ajudar, como trabalhos para cura. Temos um projeto de distribuição de roupas, brinquedos, doces para crianças. A gente fez uma entrega de 5 mil roupas para atingidos pelas chuvas no Paraná; a gente entregou mais de 3 mil peças para crianças de Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) e eu não vejo isso como macumba”, rebate. Pereira afirma que encaminhou um pedido à Federação Brasileira de Umbanda para que uma ação judicial seja movida contra a vereadora. O centro declarou que atende entre 30 e 40 pessoas, duas vezes por semana, em sessões espirituais e vive de doações e mensalidades de associados.
Critério — Para a vereadora, a proposta de utilidade pública não tem “critério” técnico e não poderia ter sido apresentada. “As atividades registradas no processo são meramente religiosas e não consigo entender como é feito o pedido de utilidade pública se não há registro de alguma atividade social, entrega de uma cesta básica”, questionou.
O outro posto levantado por ela foi o tempo de funcionamento exigido para instituir o título. “No registro diz que o centro tem um ano de fundação, mas a primeira ata de funcionamento foi em junho. Isso quer dizer que eles começam a fazer isso quando dão entrada no processo”, argumentou. “Vale lembrar também que existe no processo, quando é apresentada cópia do livro caixa, a primeira página é cópia da segunda”, disse.
A vereadora, porém, nega que seja apenas um questionamento técnico. “Quando estamos falando de tema religioso, seja ele qual for, nós precisamos atentar um pouco mais. Eu preciso te dizer que tem uma atenção diferenciada, sim”, admitiu. “Fosse qualquer tema porque trabalho com o temam faço parte da Comissão de Direitos Humanos (da Câmara Municipal) onde trabalho diversidade”, afirmou.
Macumba — Sobre o uso do termo “macumba” para descrever as atividades do centro espírita, Carla Pimentel disse que foi uma forma de “popularizar” a informação. “A intenção não foi, a primeiro momento, estar fazendo uma guerra religiosa. A assessoria de imprensa posicionou assim tentando colocar um termo popularizado, mas entendo que nesse caso nós não estamos falando do mérito religioso”, desconversa.
Na próxima segunda-feira, o autor da proposição, vereador Aldemir Manfron, deve se pronunciar sobre o posicionamento da bancada evangélica. O presidente do centro espírita disse que está preparando uma cartilha informativa sobre a Umbanda para distribuir durante a sessão plenária. A proposta de utilidade pública foi aprovada em primeiro turno com 20 dos 38 votos dos vereadores e depois adiada por três sessões. O título é um reconhecimento de serviços prestados à comunidade e concede isenção do IPTU, ISS, além de possibilitar auxílio financeiro eventual concedido pelo Poder Público local.

Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/352219/evangelicos-barram-titulo-a-centro-espirita

A UMBANDA É VERDADE, É UMBANDA!

O Fundamentalismo religioso aos poucos vem se enraizando no Brasil. Os meios de comunicação estão perigosamente passando às mãos de “Evangelicos Radicais”, e também, aos poucos, a política vem cedendo às pressões das chamadas “bancadas evangélicas”. Caberá ao Estado Brasileiro, reafirmar com a devida urgência e vigor o, seu caráter laico. Acredito que esse seja um excelente momento para se começar a separar o trigo do joio. Recentemente, os jovens nos deram grandiosas lições de vida. Num determinado momento, os nossos jovens usaram de suas energias e forças na busca de mudanças na qualidade moral dos nossos representantes e dos nossos serviços públicos, num outro momento, esses mesmos jovens de forma ordeira e exemplar, ao receberem a visita do Papa Francisco, desarmam seus Espíritos e se doam à beleza da espiritualidade de forma emocionante, demonstrando a grandeza do senso de religiosidade da nossa gente. Tudo é muito bonito e importante em seu tempo e em seu lugar.

A mistura de convicções religiosas com ideologias políticas é muito perigosa. Muita gente morre nesse “mundão de meu Deus”, vitimados por esse “câncer ideológico”. A denominação de “Bancada Evangélica”, deixa no ar, um ranço dessa desastrosa mistura. No meu modesto entender, esse “palavreado” deveria ser retirado do dicionário do Congresso Nacional. Entendo que esse tema mereça atenção e tratamento cauteloso e responsável, por parte dos nossos representantes políticos. O nosso Brasil, tradicionalmente, sempre teve índole eclética e pacífica, todas as convicções religiosas conviviam em harmonia. Não podemos agora aceitar um retrocesso ao fundamentalismo religioso. O Maniqueísmo é uma filosofia dualística fundada na divisão do mundo de forma simplista: O Bem ou DEUS e o Mau ou o Diabo. É a separação das pessoas em “Nós e Eles”.

A dinâmica da polarização do “Nós e Eles” já foi amplamente estudada pela Psicologia no mundo todo e desde a idade media. Esses dois grupos são mais facilmente manipulados e podem desenvolver sentimentos de hostilidade completamente irracionais.

O momento é muito oportuno para começarmos a botar as nossas ‘“barbas de molho”. Temos assistido ao redor do mundo, milhares de irmãos morrerem em batalhas travadas por divergências de convicções religiosas. Aos nossos representantes no Congresso Nacional, fica aqui o nosso respeitoso grito de alerta: não permitam que o maniqueísmo, essa espécie de “câncer ideológico” , se instale em nossa Pátria!
Os “novos bispos, em suas igrejas eletrônicas”, procuram incutir nas cabeças de suas “ovelhas” que, aqueles que não professam suas crenças, são inimigos deles, simples assim. Incutem nas cabeças desses irmãos, o sentimento separatista, fazendo-os acreditarem que são seres do Bem, aliados de Jesus Cristo. Enquanto os Espíritas, Umbandistas e Candomblecistas, por exemplo, são seres do Mal, aliados do Demônio. Esses pastores cibernéticos, verdadeiros mercadores da Fé, de forma sistemática, plantam nas mentes de pessoas humildes e simples, pessoas do bem, o sentimento da separação dualista do “Nós e Eles”. Semeiam deliberadamente nas mentes das suas “ovelhas”, a semente da discórdia.

Manoel  Alves

 

O SEU TERREIRO É PROLONGAMENTO DE SUA CASA, AJUDE-O !

Deve haver dentro de cada um de nós, a consciência de que a nossa responsabilidade espiritual não se limita a “vestir o branco”, e participar das Sessões Espíritas. Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro, – nosso Chão. O Chão que o acolheu! É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério o pagamento de nossa contribuição financeira.

Sem dinheiro, mal podemos nos locomover, não conseguimos pegar um ônibus, comer, ou fazer parte de qualquer atividade social, a menos que essa entidade se auto mantenha, mas mesmo assim, para o Terreiro se manter de pé, alguém estará custeando as suas atividades e as nossas presenças. Quando um Terreiro nos abre as portas para uma sessão de culto e ou uma reunião festiva em louvação aos Orixás, ou mesmo para uma simples consulta espiritual, por mais humilde que seja o templo, esteja certo de que está havendo uma despesa para que essa atividade se realize! E, se somos recebidos gratuitamente, alguém está custeando as despesas para a realização dessa empreitada espiritual. Alguém irá pagar a conta.

A Umbanda não cobra DÍZIMO e nem “mão de obra” pelos trabalhos espirituais realizados nos Templos, que são as Casas dos Orixás, espaços simples e acolhedores, onde com os nossos pés no chão, sentimos a força e a leveza da Energia Espiritual, também constatamos ali, todo o nosso potencial de realização que emana da energia do Terreiro indo além de nossa imaginação.

O fato de não se cobrar o DÍZIMO, não significa ausência de despesas, é claro que não! Sabemos das inúmeras despesas de um Terreiro, dentre elas, luz, água, produtos de limpeza, velas, defumação, bebidas, fumo e outros materiais ritualísticos, além de encargos e cobranças relativas à legalização e contabilidade de um Terreiro!

Tudo isso, sem falarmos de pagamento de alugueres em alguns casos.

Será que o Dirigente Espiritual, o Diretor de Culto, ou Diretora de Culto, deve arcar com essas despesas a fim de fazer valer sua condição de “proprietário” do terreiro”? Serão os Diretores, os maiores beneficiados nos trabalhos espirituais realizados nos Terreiros? Não ! Não é ! O Terreiro é um espaço nosso, e sagrado, ele é um prolongamento da nossa casa. E, o Dirigente Espiritual, em sua Sublime condição de “Médium Dirigente”, ao realizar o seu Trabalho Espiritual em cumprimento de suas Atribuições Cármicas, simultaneamente, ele amenizando o “peso cármico” de cada um dos seus Filhos no Santo, seus afilhados espirituais. O Dirigente Espiritual, literalmente com os pés no chão”, humildemente, cumpre a sua nobre Missão Espiritual, ao mesmo tempo, trabalhando em prol de seu Crescimento Espiritual e de todo o grupo de médiuns e consulentes, pacientemente e generosamente, nos dedicando a maior parte do seu tempo. Por tudo isso e por todo o seu desprendimento, nos impõe o salutar dever Moral e Espiritual de ajudá-lo na condução e manutenção do nosso Templo.

Portanto, deve haver dentro de cada um de nós, a consciência de que a nossa responsabilidade espiritual não se limita a “ vestir o branco”, e participar das Sessões Espíritas. Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar sempre, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro, – nosso Chão. O Chão que nos acolheu! É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério também a nossa contribuição financeira.

Na verdade, o Terreiro é uma Grande Família. O sentimento de irmandade, fraternidade, amor e respeito, reinante no seio do Terreiro, constitui a base de um Grande Elo de Corrente Espiritual. Por outro lado, todos nós temos Direitos e Deveres, temos responsabilidades e obrigações uns com os outros, essa consciência grupal faz parte de nosso trabalho espiritual. A generosidade faz parte de nossa elevada missão de Médium.

Sabemos que há muitos irmãos que só procuram o Terreiro, quando necessitam de orientação para seus problemas existenciais, como se procurassem uma clínica médica, um Analista e seu Divã. No Terreiro, ao invés do Divã, sentam no Tosco Banquinho do Preto Velho ou da Preta Velha; contam suas magoas e queixas e, resolvidos os seus conflitos, alguns passam a condição de visitantes costumeiros, e com o passar do tempo, acabam se conscientizando da importância de suas atribuições cármicas e, como Médium em desenvolvimento, passam a fazer parte daquela Família Espírita. Outros, após sanados seus problemas interiores , se ausentam até que surja outro problema. Esses Visitantes eventuais, não conhecem intimamente a importância do exercício da mediunidade, deixam para atrás a oportunidade de fazer parte do convívio daquele Terreiro. Esses visitantes ocasionais desconhecem a verdadeira importância de ser Médium!

Um Médium não fica “parado” ouvindo discursos preconcebidos, baseados em “verdades prontas”. O Médium é um Ser em Evolução Espiritual, buscando a sua própria Verdade. O Médium é um Elo na Escalada Espiritual, contribuindo em suas múltiplas manifestações mediúnicas, para o seu próprio aperfeiçoamento religioso e cultural, indiretamente e dentro de seus limites, contribuindo para o aperfeiçoamento da própria Espécie Humana.

Manoel A. Souza

 

O GRITO DA CIDANIA

O Grito desses Jovens Brasileiros, certamente,  continuarão ecoando  nas consciências  de todas  as pessoas de bem da nossa Pátria Amada, esse nosso Brazilzão,  “danado de besta de bom”! No dizer dos nossos irmãos nordestinos!

A verdade é que nossos jovens, (os Jovens do bem), nos deram uma grandiosa lição de democracia, civismo e brasilidade.  Por outro lado, o Brasil está de parabéns pela demonstração de sua maturidade democrática. Vejo tudo isso como mais um bom motivo para me sentir orgulhoso de ser um Brasileiro. Estamos  de parabéns!

Basicamente, o que nossos Jovens desejam, é ver o fim da corrupção em nosso pais e com isso,  viver-se  melhor, desfrutando  de um serviço público de melhor  qualidade, mais    justo e mais digno da magnitude do nosso Povo .

A corrupção é um “roubo covarde”, é uma espécie de “câncer moral e social”. Pela sua gravidade, essa “doença moral”  tem causado prejuízos históricos à nossa pátria, talvez ela tenha que ser tratada com terapias preventivas mais rigorosas, novas “quimioterapias” a serem buscadas.

É chegada à hora dos nossos políticos começarem a dedicar maior atenção aos seus “deveres de casa”. A nossa dinâmica Presidenta Dilma, mostrando sua sensibilidade de pessoa do bem, propõe um pacto político, muito bom! Como simples mortal e brasileiro de coração, sugeriria um Pacto Político, Moral e Cívico.